Os leitores estão perguntando se podem publicar seus contos, suas estórias. Fiquem à vontade!
Para isso, mandem seus contos e uma foto pessoal. Fotos inerentes à narrativa serão indexadas.
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diHITT - Notícias
De: David Avelar




possuíam cédula marítima, trabalhavam no fornecimento de carvão a navios, ou na estiva de cargas e descargas de mercadorias, nas pescas ou na caça à baleia.
a tomava partido por este ou aquele oficial, para ver quem chegaria primeiro à saída da ponta Oeste do Monte de Guia, por entre esta e a Pedra Alagada, como se dum desporto se tratasse. Depois dali, lá seguia com outros, até à vigia subindo o Atalho de Bacalhau, para no Cabeço das Garças, onde se situava a vigia, que fica a oeste da Ermida da Senhora da Guia, ver a actividade baleeira. Auxiliavam, o vigia a fazer fumos ou a manejar o pano de sinais, sempre na esperança que aquele cedesse por curtos momentos o binóculo para vigiarem as baleias, como compensação da ajuda prestada.
um sonho que há muito o acompanhava.
de que era oficial o mestre António Ferreira mais conhecido pela alcunha Caneca, que tinha como trancador o José Cardoso Pinheiro, seu vizinho, a quem já manifestara vontade de ir à baleia.
s peças fixas e moveis de um bote baleeiro, por frequentar a casa dos botes, de forma que foi fácil a sua adaptação.
ície já estava morta mas não flutuava, só depois é que ficou suspensa na água. Mestre António, foi à proa fez-lhe um furo na cauda com uma espelha (spade, instrumento cortante ) e passou-lhe um estropo (cabo grosso com duas alças) para o reboque.
úria generalizada, às três Ilhas do Triângulo.
de S. Roque, queixava-se dizendo que: "até ao presente data, do que havia na Ilha do Pico, não se fazia nenhum impedimento de saída para aquela ilha (São Jorge) de tudo o que produzia, e que o que daquela importava era devidamente pago". A Câmara de Velas, desculpando-se, em carta dizia que pretendia “controlar a saída qualquer cereal em virtude dos mesmos não serem muito abundantes, pois poderiam fazer falta, e não ser justo a saída os mantimentos". Acrescentando: - “Estejam Vossas Mercês certos que, como bons vizinhos, não faltaremos em o que a justiça der lugar.”
a Ilha.
e sim mas, que tivesse o cuidado de colocar os sacos sobre o cais, com rotulo destinado às Velas mas, sem o guarda fiscal ver, que depois tratava do resto.

onstrução civil, para a estrutura dos tetos das casas, construídas de pedras basálticas de cantaria, talhadas à mão com marreta e cinzel.






ção especial fazem dele um barômetro seguro, não só para os barcos de carreira, que passam por ali, mas como para o povo das ilhas próximas, e principalmente os pescadores que desejam saber as alterações do tempo. Seus prognósticos são infalíveis e os marinheiros o tem como agulha de marear, quando está coberto de nuvens, denota ventos maréos, como o sudoeste, quando tem só uma cinta de nuvens e todo o resto descoberto, são ventos noroeste e se está com um chapéu, é sinal de mau tempo.
tal, pode se transformar num monstro fumegante.
ilha. Dizem os antigos, que o vulcão tinha rompido as águas do mar e lançado lava tão alta e violenta, que formou aqueles campos. Ainda hoje só nasce ali uma vegetação rasteira; as urzes, principalmente, com suas pequeninas flores perfumadas. Em algumas freguesias, os moradores plantaram figueiras, que se adaptaram bem ao solo e produzem bastante, no verão. As que não são vendidas, fazem com elas uma águardente deliciosa, em pequenos alambiques artesanais. Existem muitos bosques de faias e incensos
gação através de pequenas lanchas com a ilha fronteira, o Faial! É ali que chegam os ônibus de todas as partes da ilha, com pessoas que vão e vem ao Faial, por ser a travessia mais curta, apenas ali se embarcam produtos da ilha, frutas, legumes etc. A Madalena é uma vila muito bonita com pequenas ruas e tudo bem cuidado. A igreja de Santa Maria Madalena tem uma praça com coreto, e apenas uma estrada, a separá-la do mar. O lindíssimo altar-mor é todo folheado a ouro. Dizem que ali aportaram diversas raças, entre elas, os árabes, os espanhois, e os marroquinos. As pessoas são alegres, curtidas pelo sol e na maioria são pescadores, que tem seus barcos e que vão todos os dias, ou noites para a pesca. Também cultivam melancias melões e maçãs. A terra é arenosa e no inverno, quando acontecem as grandes tempestades, o mar bravio joga nos rochedos gra
nde quantidade de sargaços, que o povo vinha recolher em cestos redondos, que carregavam na cabeça, para adubar as terras. Há uma estrada reta que é uma aldeia de vinhedos e vai dar num pequeno balneário chamada Areia Larga. Lá moravam os meus avós paternos e eu adorava aquele lugar, era composto quase só de pescadores e havia grandes casarões em estilo colonial, para onde as pessoas ricas e famílias tradicionais do Faial, vinham passar o verão. Encontra-se ali uma faixa de areia escura, talvez, a única da ilha, que dá o nome ao lugar. O pequeno porto da Areia Larga é a alternativa marítima. Quando o mar está violento demais, no porto da vila da Madalena, as lanchas iam ali, desembarcar os passageiros e mercadorias. Muitas vezes os marinheiros tinham que carregar, as pessoas da lancha para a terra, pois o mar não permitia a lancha atracar. Dizem que entre as duas ilhas, passa a corrente do Golfo, por isso é comum o mar bravio. O verão lá era muito bom. As crianças aprendiam a nadar de um modo engraçado, porque o mar é fundo e há pequenas rochas. Então prendiam uma corda grossa numa cana ou bambu, com uma lona na extremidade, que era passada e amarrada na barriga das crianças, deixando os braços e pernas livres. Um
homem segurava e orientava nos movimentos. Em pouco tempo aprendiam a nadar. Todos se conheciam e quase todos eram parentes. A casa dos meus avós paternos havia sido outrora, um pequeno convento. Era um casarão enorme, com um porão altíssimo onde se guardavam enfileirados, os barris com vinho produzido nos vinhedos, que eles cultivavam e ficavam no meio de um terreno, que eles protegiam do mar, com paredes altíssimas, dividindo em grande hortas, que chamavam de cerrados, onde se cultivavam de tudo, principalmente vinhedos e figueiras. Havia um terreiro enorme de cimento, onde se batia tremoços. No tempo das vindimas, era um trabalho duro percorrer todos os pequenos
currais, onde se cultivava a vinha, apanhando as uvas brancas douradas de tão maduras, que eram levadas para o lagar ou alagar, que se encontrava num enorme galpão, onde, com prensas de madeira, em forma de rosca, eram espremidas e o suco, depois de pronto, se transformava num vinho muito bom, dourado como mel. O casarão era à beira-mar, separado deste, apenas por um alto muro, porque em dias de tempestade, não se podia entrar pelo portão principal, o mar não deixava. Então entra
va-se por uma estreita vereda, nos fundos do terreno. Uma das tradições pesqueiras das Ilhas, era a pesca da baleia. Hoje faz parte de históiria dos Açores! O Pico era um dos principais produtores, com duas fábricas conhecidas como Armações Baleeiras. Das Lajes e no Cais do Pico, saiam para a caça à baleia.
Ao contrário do que acontece hoje, os mestres-arpoadores ou trancadores, usavam arpões manuais.
Pedro de Alcântara, que fica no Cais do Pico. Ele difere dos outros, porque é circundado por amplos jardins. Em forma de quadrado. A igreja tomava um dos lados, tem obras belíssimas de entalhe, feitas em madeira e marfim. Trabalho artezanal feito pelos frades com canivete. Ali funcionavam a Câmara do Concelho de São Roque do Pico e o Tribunal de Justiça. No inverno, havia sessões de cinema, na parte inferior, onde esperávamos num jardim central chamado de claustro, com sua cruz de pedra. Hoje ele é um museu.